CWB Live - L7 trouxe atitude e diversão em estado puro para o público curitibano (por Marcos Anubis)

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A banda norte-americana, que foi uma das pioneiras a abordar o girl power dentro do Rock, se apresentou no Hermes Bar com abertura do ruído/mm e do The Shorts.

(…)

ruído/mm

O som instrumental do ruído/mm impressiona pelo clima que a banda consegue criar em cada uma das composições. Formado em 2003, o grupo é um dos mais criativos e diferentes da cena musical curitibana.

Ricardo Pill e Felipe Ayres (guitarras), Rafael Panke (baixo), Alexandre Liblik (teclado e sintetizador) e Giovani Farina (bateria) abriram o show com “Niilismo”, “Volca” e “Antílope”. O repertório do show no Hermes Bar foi composto em boa parte por canções do novo álbum do grupo, “A é Côncavo, B é Convexo”, que acaba de ser lançado.

A estética musical que o ruído/mm adota é repleta de referências, mas, essencialmente, as composições unem o wall of sound das bandas guitar, como o Ride, com a atmosfera etérea de grupos como o Loop. O resultado final é criativo e muito original, o que faz com que os curitibanos sejam uma referência no estilo no Brasil. No CD “A é Côncavo, B é Convexo”, o grupo ainda contou com a produção de Rodrigo Stradiotto, ex-Woyzeck, um dos músicos/produtores mais talentosos de Curitiba.

Transmutação

É muito interessante ver a forma com que os integrantes do ruído/mm constroem o show porque, para eles, o estúdio é uma grande fonte de transformação e inspiração. Afinal, é ali que as canções são criadas com várias camadas de instrumentos que se sobrepõem. Obviamente, trazer ao palco tudo que foi gravado no CD é um grande desafio. Porém, o grupo sabe superar essas barreiras muito bem, porque o clima envolvente das músicas não se perde ao vivo.

“Jacó”, “Cromaqui” e “Petit pavê” encerraram a apresentação. Confira a música “Sanfona”, gravada ao vivo no show no Hermes Bar, e veja também o álbum de fotos da apresentação.

Revista O Grito - Crítica: ruído/mm aposta na dualidade e experimenta novas sonoridades em A é Côncavo, B é Convexo

A banda ruído/mm sempre foi associada ao post-rock, um subgênero que fez bastante barulho no final dos anos 1990 e que tem como proposta uma ponte sonora entre a música eletrônica mais experimental, o free-jazz e do krautrock. Com o novo disco da banda fica difícil classificar o som desse sexteto de Curitiba.

As oito faixas inéditas de A é Côncavo, B é Convexo mostram o interesse da banda em apostar em novos ambientes sonoros, como se quisessem sair de sua zona de conforto. Depois de um trabalho tão elogiado como foi  Rasura (2014), é interessante ver uma banda bem posicionada em seu segmento partir para buscar novas referências.

É um disco que também aposta em dualidades, o que fica explícito até pelo nome da obra, indo da calmaria de “Esporos”, a contemplação de “Tesserato” até o peso de “Volca”. Por vezes sentimos falta de uma coesão como visto em Rasura, mas é um belo retorno desse importante grupo instrumental brasileiro.

Floga-se - Resenha: ruído/mm – A é Côncavo, B é Convexo (por Fernando Augusto Lopes)

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Se tem uma coisa que me incomoda é alguém sentado em alguma verdade. Ninguém deveria defender verdade alguma quando nem a própria ciência se presta a isso. A ciência quando quer defender suas conclusões, praticamente implora pra que alguém consiga derrubar seus tratados e descobertas com novos tratados e descobertas meticulosamente testados e comprovados. É o contrário da religião, que abomina todos que desconfiam de suas verdades, dos seus dogmas. Religiões são baseadas em crenças, na imaginação de que aquilo que se abraça possa representar alguma espécie de caminho da verdade, mas que verdade mesmo só há uma, a daquela crença, nunca de outra religião.

As artes são um tanto como a ciência: são criadas pra escrutínio, não só do prazer e do gosto, e de críticos especializados ou leigos, mas do tempo, da história. Não há verdade absoluta, nem se busca isso.

Há quem diga que as artes são instrumentos de convencimento daqueles que não sabem argumentar em viva-voz. Frente a frente, nos debates da vida real, há pessoas que se acuam. Precisam pensar, refletir, raciocinar mais profundamente sobre o que dizer e como dizer. Criar é esse tempo. E durante esse tempo é possível refletir as próprias verdades da criação. Criar é um exercício de não-enfrentamento imediato, mas que inclui a coragem de enfrentar as consequências daquilo que não pode ser desfeito ou contra-argumentado.

Quem escreve o faz porque ao vivo, de frente a outras pessoas, talvez não tenha a habilidade de refutar ou desenvolver a linha de raciocínio que o momento exige – ok, não é regra, mas o tempo pra se escrever, um ato solitário, é o tempo em que se pode rever ideias e conceitos, pensar, ver as coisas de outra forma, antes de frasear e perceber que não era exatamente aquilo o que se queria formular.

Um disco como “A É Côncavo, B É Convexo”, instrumental e cheio de sutilezas (que só vão ser percebidas com muitas e muitas audições, de preferência solitárias), mostra que os curitibanos da ruído/mm, quatro anos depois do aplaudidíssimo “Rasura”, de 2014 (ouça aqui), não possuem muitas certezas. Ora baseado nas teclas (“Tesserato”), ora nas guitarras densas (“Antílope”), ora numa ligação com o Mogwai (“Ouroboros”), ora espacial (“Esporos”) o trabalho parece percorrer não as dúvidas, mas as possibilidades de outras verdades, outros pontos de vista. Não se parece exatamente com “Rasura”, nem com “Introdução À Cortina Do Sótão” (o primeiro disco, de 2011), talvez com exceção de “Jacó”, não porque devesse ou não devesse, mas justamente porque ao se buscar uma nova perspectiva se consegue visões diversas.

É aquela ruído/mm com uma exatidão milimétrica (maus pelo termo), com nada fora do lugar, imaginando-se os muitos momentos em que o sexteto se debruçou em cada nota, em cada passagem, em cada ajuste, pra que pudesse se comunicar da forma que queria se comunicar. Não há espaços pra improvisos, porque, como o ato solitário de escrever, precisa pensar, refletir, lapidar, estruturar.

O resultado ser bom ou ruim é tão carente do ouvinte (do interlocutor) que não importa. A forma e o conteúdo divergem. A forma pode agradar, mas não o conteúdo, e vice-versa, ou ambos podem desagradar ou agradar, depende de quem está do outro lado, de quem compra essa verdade, depende da força do convencimento dessas notas.

Se o a é côncavo e o b é convexo, tudo vai depender de como você vê e ouve.

1. Niilismo
2. Volca
3. Antílope
4. Ouroboros
5. Tesserato
6. Esporos
7. Jacó
8. MMC

NOTA: 9,0
Lançamento: 22 de novembro de 2018
Duração: 38 minutos e 06 segundos
Selo: Sinewave
Produção: Rodrigo Stradiotto

Bem Paraná - Entrevista - ruído/mm: "o absurdo reina absoluto" (por Cristiano Castilho)

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Poucas bandas causam tanto interesse mesmo em hiatos entre um trabalho e outro. A ruído/mm é uma dessas. Para além da sonoridade ao mesmo tempo exigente e contemplativa (e agora talvez até apaziguadora), outros predicados ajudam a fornecer argumentos para a tese de que o sexteto, com 15 anos de estrada (aqui uma matéria sobre o aniversário de 10 anos), é inimitável: as conversas com os chapas da banda sempre fogem do ramerrame, e as entrevistas fornecidas à imprensa desaguam em reflexões saborosas, com pitadas de física quântica, filosofia e poesia, refletindo em palavras a proposta musical do grupo.

Quatro anos depois do ótimo “Rasura”, a ruído/mm divulga “A É Côncavo, B É Convexo”, disco de oito faixas produzido por Rodrigo Estradiotto (ex-Woyzeck) – o álbum já está nas plataformas digitais e há edição em vinil. Ao ouvir, você irá perceber: o caixote do pós-rock não se aplica mais à banda, que agora caminha por outros jardins e infernos, ora complementares, ora paradoxais, mas nunca excludentes.

A capa é de Jaime Silveira sobre gravura de Maikel da Maia. Este é o primeiro álbum desde que André Ramiro, um dos guitarristas da banda, mudou-se para os Estados Unidos. “Se falta mão pra fazer algum arranjo, compensamos com intensidade e, de toda forma, o espírito Ramiresco sempre paira sobre nós, energizando a barulheira”, conta o baixista Rafael Panke.

Ainda no time, estão Alexandre Liblik (teclados), Ricardo Pill (guitarra), Felipe Ayres (guitarra), e Giva Farina (bateria). Serão eles os responsáveis pela execução ao vivo do álbum, às 20h de domingo (25), no Teatro da Reitoria (serviço completo abaixo).

Sobre o novo disco, nossos tempos e o show de domingo, bati um papo por e-mail com Rafael Panke e André Ramiro - “a verdade é uma falácia, o paradoxo é real”:

- Qual a última música que vocês ouviram?
Ramiro: Low - “Dancing and Blood”
Panke: Tears for Fears - “Advice For The Young At Heart”

- São quatro anos desde “Rasura”. Como foi esse interlúdio por aí, em termos de banda, de carreira, de projetos, de vida?
Panke: O ápice da divulgação do Rasura foi em 2016, quando participamos do SXSW e fizemos uma mini tour texana (o Ramiro havia se mudado para os EUA naquele ano). Em 2017 gravamos uma versão de "Buenos Aires, Hora Cero", do Piazzola, e fizemos mais alguns shows (CCSP, Show Livre, Sescs de SP). Desde então, nos fechamos em nós mesmos tentando dosar o quanto de cada um seria posto na caixinha comum ruidosa, que posteriormente seria chacoalhada e reaberta, reorganizada na forma de um disco novo.

Ramiro: Vida loca nos EUA esperando o ruído fazer um tour em 2019.

- O novo disco me parece mais “urgente” e assertivo, e também tem um tempo menor de duração do que o último trabalho. Sinal dos tempos, opção estética?
Panke: Acredito que mais tempo tenha sido empregado dilapidando o caos de arranjos, ideias e desconstruções possíveis para as músicas, em busca do mínimo múltiplo comum de cada uma. Já manter a duração total do álbum abaixo dos 40 minutos foi algo planejado: desta vez teremos uma edição em vinil! Gostaríamos muito de ter feito isso também com o “Rasura”, mas a longa duração do álbum exigia um disco duplo, algo não muito viável para baixas tiragens independentes.

- Entretanto, o título e a capa do trabalho provocam diversas reflexões. A mais direta é a de que o côncavo e o convexo se encaixam, se completam, como o “autoabraço” que há na arte do álbum. Este disco vem para ajudar a apaziguar também, depois da esquizofrenia violenta das eleições e de seu resultado?
Ramiro: As eleições mostram a fraqueza do pensamento crítico, porém isto vem sendo observado em todo o mundo. Talvez caminhos sombrios estão por vir e discos como este são obras necessárias para acalentar nossos corações.

Panke: Com certeza. Depois de um experiência social aterrorizante como essa, podemos ver representada aqui uma jornada que vai da irresistível tentação ao niilismo, quando nada mais parece real, até a conquista de uma reconciliação universal, de um ideal entendimento coletivo (novamente, outro tipo de mínimo múltiplo comum).

Mas é importante lembrar que o conceito do álbum vem sendo lentamente desenvolvido há alguns anos, desde antes mesmo do lançamento do “Rasura”. A temática dos pares de opostos (e toda gama de possíveis realidades entre os mesmos) sempre nos fascinou; portanto, definitivamente, a inspiração não se resume a isso. Miramos em conceitos universais, em uma obra de arte atemporal, não datada. Cabe aqui um texto que eu estava preparando para o release do disco:

O álbum evoca uma reflexão sobre perspectivas, paralaxes, a aparente dualidade entre diferentes enfoques: um mesmo objeto pode parecer maior ou menor dependendo de que lado da lente esteja o observador; um cilindro, visto ortogonalmente, pode ser percebido tanto como um retângulo quando como um círculo. Percepções distintas podem ser igualmente válidas - pares de opostos são complementares, não excludentes. A verdade é uma falácia, o paradoxo é real. O absurdo reina absoluto.

No microcosmo da banda, a jornada de produção envolveu um distanciamento da sua zona de conforto, uma desconstrução de métodos e a consequente atribulação com que costumam se deparar os que decidem trilhar caminhos não-familiares. Os pontos de referência e o senso de individualidade de cada integrante foram em boa parte substituídos por arranjos e sutilezas que a banda não consegue mais distinguir a fonte de origem. “A é Côncavo, B é Convexo” é o resultado de um processo de encontros e desencontros, de entrelaces e solturas e da angústia em tornar algo de si algo de todos.

Miojo Indie - ruído/mm: “A é côncavo, B é convexo” (por Cleber Facchi)

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Quatro anos após o lançamento do excelente Rasura – 4º colocado em nossa lista com os 50 Melhores Discos Nacionais de 2014 –, os integrantes da banda paranaense ruído/mm estão de volta com um novo álbum de estúdio. Intitulado A é côncavo, B é convexo (2018), o trabalho é, segundo os próprios membros do projeto, “o resultado de um processo de encontros e desencontros, de entrelaces e solturas e da angústia em tornar algo de si algo de todos“.

Pontuado por composições climáticas e pequenas explosões rítmicas, o registro de oito faixas amplia tudo aquilo que vem sendo explorado pela banda curitibana desde o primeiro álbum de estúdio da carreira, A Praia (2008), obra que completa neste ano uma década de lançamento. Entre as composições que recheiam o disco, fragmentos minuciosos como a inaugural Niilismo e a completa versatilidade de Volca, com seus respiros e experimentações contidas.

Trabalho Sujo - ruído/mm para além do pós-rock (por Alexandre Matias)

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Sem aviso, a banda curitibana Ruído/mm anuncia que lançará seu novo disco nesta quinta-feira e antecipa a penúltima faixa, “Jacó”, em primeira mão para o Trabalho Sujo. Seguindo instrumental, como sempre, o novo disco segue uma linha bem diferente dos trabalhos anteriores, embora os fortes ataques em câmera lenta ainda predominem o cenário do álbum. Felizmente A é Côncavo, B é Convexo foge bastante da fórmula conhecida do pós-rock, gênero sem fronteiras em que a banda normalmente é encaixada. “O disco orbita se relacionando e fugindo do que já fizemos, ora se aproximando ora se aventurando”, tenta explicar Pill, enquanto Liblik tenta racionalizar a distância entre os dois álbuns: “Eu diria que são quatro anos-luz – cerca de 37.842.921.890.323 quilômetros. Pensemos em quanto o Brasil de 2014 se distancia do de 2018.” “Jacó” é uma boa amostra deste novo rumo – que não é um só.

A é Côncavo, B é Convexo é o trabalho mais recente do grupo desde o ótimo Rasura, de 2014, e o primeiro desde que um de seus guitarristas, André Ramiro, mudou-se para os Estados Unidos, mas a mudança não interferiu o processo de criação da banda. “Dois países é moleza”, me conta o tecladista Alexandre Liblik por email, “o problema é a distância dos seis mundos e as realidades diferentes que cada um de nós vive”. “Temos trabalhado remotamente via internet desde o Rasura, então é algo que já nos acostumamos”, completa o outro guitarrista, Ricardo Pill. “O papel fundamental do Ramiro nas composições só segue possível porque a sintonia dele com a banda é muito grande, de verdade. Felizmente, as agendas bateram e ele pôde estar presente para gravar conosco pessoalmente.”

As agendas não bateram, no entanto, para o lançamento do novo álbum – e o grupo mostra o disco ao vivo neste domingo, no Teatro da Reitoria da UFPR, em Curitiba (mais informações aqui). A resposta para como lidar com a ausência do guitarrista tem a ver com a proposta do grupo: “Emaranhamento quântico. Nós estamos em estado de sobreposição – é ritual. O Ramiro sempre chega junto quando tocamos, seja como espectro ou mesmo compartilhando alguns spins em comum”, completa Liblik. A banda ainda conta com Felipe Ayres na guitarra, Rafael Panke no baixo e Giovani Farina na bateria.

No entanto, esta comparação não é apenas política. “É uma da possíveis leituras, mas definitivamente não se resume a isso”, conta o baixista. “Estamos estarrecidos com os rumos que História tem tomado, mas o A/B que exploramos vai além, dizendo respeito às ambiguidades, aos paradoxos e às aparentes dualidades presentes nas categorias elementares do pensamento humano. A complexidade derivada das paralaxes de percepção é estonteante e melhor expressada sem o uso de palavras.”

Pill deschava melhor este conceito: “Entendo essa interpretação, mas acredito que o título, o nome das músicas e principalmente o som reflete muito mais o microcosmos da banda. Como se expressar de forma subjetiva através de um ser coletivo? Como lidar com prismas onde o apreço estético não tem valor de juízo? E no final caímos no abismo do ‘eu prefiro’. O disco é, mais uma vez, um exercício de diálogo, uma busca de um chão comum ou de uma divergência válida, interessante. É claro que não somos imunes ao que está acontecendo na política brasileira e isso em algum grau deve estar presente na música. O quanto, não sabemos.”

“O Agambem traduz Política no sentido de Aristóteles como o (co)partilhamento da existência”, amplia ainda mais a discussão o tecladista. “Não pode haver nós versus eles quando temos tão somente nós-que-compartilhamos-o-mundo. Em nosso processo específico para a criação deste disco, tivemos que lidar com toda a gama de dificuldades possíveis – já aqui, uma micropolítica da convivência foi essencial. Em primeiro lugar, cada um cuidando do seu jardim, buscando o Eu-Tu nas relações. Saindo dessa micropolítica da banda, podemos admitir que a música instrumental só pode acontecer num espaço coletivo, em que o emaranhamento de pessoas que estão concentradas e focadas nos epifenômenos, nas sutilezas, nas profundidade, é o que torna a experiência subjetivamente importante e “maior” – gestalt. É uma definição perfeita do que seria esse compartilhar da existência. Na macropolítica, somos entusiastas desse compartilhamento – acredito que haja mais política numa experiência xamânica do que em um ano de discursos e argumentação politica.”

O disco estará disponível em todas as plataformas digitais a partir desta quinta. Abaixo, a capa (feita por Jaime Silveira sobre uma gravura de Maikel da Maia) e o nome das músicas do disco, na ordem.

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Austin 360 - ruído/mm brings the kismet to SXSW showcase (by Steve Scheibal)


"ruído/mm is a terrific band out of Brazil that specializes in distorted, spookily atmospheric instrumentals. They played a midnight set on Wednesday night to a few dozen grateful people who managed to cozy into the Hideout Theater on Congress Avenue. It was the band’s first Austin show; it’s quite plausible that, if not for the festival, they would never have played here in the first place.

In the absence of a singer, ruído/mm (the name roughly translates to “noise per milimeter,” a made-up measurement) is fronted by three guitarists whose licks swirl around each other without ever colliding. The members seem to delight both in seeing how powerful power chords can be, and in coaxing odd noises out of their instruments and then building coherent songs around them. It’s a big sound — much bigger than the Hideout, which was dwarfed by it.

On record, the band’s slow progressions and quirky key changes draw apt comparisons to spaghetti western soundtracks. On Wednesday, they brought an energy that lit up their roots. Several songs played like souped up Bossa Nova tunes, slipping with languid grace into new and unexpected keys, distortion and all.

By the end, it all felt like kismet. The audience was grateful for the performance, and the band returned the gratitude. Who knows whether ruído/mm will ever be back in Austin for another show. But at least we got this one.

For that, South by Southwest, we thank you."

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Brazilophiles - 6 Brazilian bands you need to see at SWSW 2016 (por Sergio Barreto)


" #1 ruído/mm
Their name stands for “noise per millimeter,” they’re from the southern city of Curitiba, and they’re just about the best the Brazilian post-rock scene has to offer. Their latest, Rasura (2014) is also their greatest. While the band can be straightforward when it feels like it (as in the brief, charging “Cromaqui”), complex textures and compositions are their stock-in-trade; each of its eight instrumental tracks is a trip in its own right, but Rasura was organically conceived, culminating in an epic 16-minute suite in which Slint meets Ennio Morricone."

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Fundação Cultural de Curitiba - Festival Ruído nas Ruínas celebra 5 anos de história com mais uma edição do evento no final do mês


Programação:
10h – Yôga com Elenice Guimarães 
12h – Abertura do Jardim das Delícias
14h – Troy Rossilho e Os Calvos
15h – Gripe Forte 
16h – Transtornados do Ritmo Antigo 
17h – Confraria da Costa
18h – White Fox
19h – ruído/mm
20h – Orquestra Friorenta
Nos intervalos discotecagem de Sandra Carraro, Apple Carraro e Alejandro Bargueño.



Curitiba Cult - 10 bandas curitibanas para conhecer (por Julia Trindade de Araujo)




8. RUÍDO/MM

ruído/mm (ruído por milímetro) é uma banda de rock instrumental com um som quase indescritível. É  a pura criatividade que permite criar algo novo para atingir o ouvinte e pegá-lo de surpresa. A banda já tem 4 discos lançados: Série Cinza (2004), A Praia (2008), Introdução à Cortina do Sótão (2011) e Rasura (2014).

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Trabalho Sujo - Um filme sobre o ruído/mm (por Alexandre Matias)


"Rasura, da banda curitibana Ruído/mm é o meu disco nacional favorito do ano passado, e também seu disco mais completo, funcionando como seu momento de estabilidade artística e de consciência da própria importância. A gravação do disco foi acompanhada pelo diretor Vitor Moraes e agora o grupo lança o minidocumentário Outros Sonhos, sobre os bastidores do disco de 2014. “Dentro do contexto do disco o documentário foi uma peça vital”, explica o guitarrista André Ramiro. “Acompanhar o processo e evolução das idéias foi o objetivo central. Somos diretos e um tanto excêntricos no método de compor e o vídeo em si vislumbra um pouco desta identidade rodeada de devaneios e sobriedade. Não somos fáceis.” O vídeo está sendo lançado com exclusividade no Trabalho Sujo e a entrevista com o guitarrista, que está de mudança para os EUA, tornando a vida do grupo mais bissexta no próximo ano vem abaixo:

O documentário encerra o ciclo do disco do ano passado ou ainda dá pra espremer algo desse disco?
Acredito que um disco nunca encerra seu ciclo. O documentário abrange as sutilezas e agressividades durante a orquestração das ideias. O Rasura em si perdurará nos nossos cérebros por tempo indeterminado.

Fale um pouco das relações da banda com a parte visual.
Somos como um grande coletivo. E levamos isso como marca fundamental. Nossos eventos já foram recheados com intervenções do Interlux, com cenografias da Mari Zarpellon, nos vídeos em PB do Vitor Moraes e nas capas de Fabio Dudas e Mario de Alencar. No fundo somos provedores de uma parte da arte e nossos amigos fazem dela um grande cenário. Ruído/mm é um coletivo e as tendências surgem ao longo da nossa existência, afinal, nada mais puro do que abrir o peito para a experimentação.

Quais os planos para o ano que vem?
Estou me mudando para o Texas. A banda está mais do que calibrada. Somos um sexteto com um elemento espectral. Vamos viver a experiência de abrir nossos ruidos nos Estados Unidos ano que vem. Disco novo já está em andamento e a mesma seriedade musical continua: sem compromisso, temas ilusórios e sonhos de fugas abrangentes.

E algum show em vista?
2016 tem tudo pra ser muito aberto e produtivo. SXSW é uma possibilidade palpável, já que fomos aceitos e eu estarei em Houston. Festivais no Brasil abriram as portas após o Rasura. Será um ano de trabalhos legais, mas focaremos principalmente no disco novo. Recordar sempre é viver."


Monkey Buzz - Playlist Post- Rock Made in Brazil (por Nick Silva)


"No vai e vem de popularidade do estilo, alguns bons nomes se destacaram dentro do Post-Rock feito no Brasil - artistas que, mesmo surfando contra a maré, continuam pegando sua onda. Sob aspectos bem diferentes, estas bandas listadas aqui trazem novos temperos mais contemporâneos ao gênero, brincando livremente com outras tendências e incorporando novos elementos - algo bem brasileiro.

Nomes como E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, ruído/mm, Hurtmold, Herod e Mahmed se destacam entre outros expoentes do estilo, que ganhou uma cara mais brasileira ao longo dos últimos anos."

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Floga-se - ruído/mm no Sesc Belenzinho - Como foi (por Fernando Augusto Lopes)



"Não é sempre que uma banda do subterrâneo consegue oportunidades como essa: tocar num lugar legal, com uma estrutura decente e som bacana. Ainda mais quando a banda é a ruído/mm, cujo som implora por clareza e nitidez pra expor suas nuances. O SESC Belenzinho se abriu pra essa chance. E, ainda por cima, no teatro, palco ideal nesse caso: plateia sentada, contemplando o contemplativo som dos curitibanos."


O Sessentista - A belíssima música instrumental de Rasura


"Certas bandas têm o poder mágico de guiar o ouvinte a diferentes espaços e estados de espírito por meio de sua música. São bandas que em seu vasto e abrangente Universo musical nos permitem entrar em contato com sua obra genuína e sincera. Bandas como essas nos cativam com sua sonoridade única e encantam com sua habilidade fora do comum de tecer melodias e harmonias singelas e memoráveis. Uma dessas bandas é a ruído/mm, que apresenta em seu álbum Rasura sua belíssima música instrumental de maneira formidável."